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A exigência por exames toxicológicos que monitoram o consumo de drogas - 27/04/2015

Como se fossem atletas profissionais submetidos ao exame de antidoping em grandes competições, milhares de trabalhadores de mais de 400 empresas brasileiras participam todos os anos de testes toxicológicos que têm o objetivo de identificar o consumo de substâncias inadequadas para o desempenho de sua atividade.

A diferença é que, enquanto os exames esportivos buscam flagrar principalmente quem utiliza medicamentos capazes de turbinar sua performance, no antidoping corporativo o objetivo é rastrear colaboradores que tenham usado drogas que possam comprometer a produtividade, a Segurança do Trabalho e o bom relacionamento com colegas, chefes e subordinados.

A7873s amostras colhidas em datas aleatórias e em horário de trabalho podem denunciar o uso ou abuso de álcool, maconha, cocaína e anfetaminas, entre outros, o que pode levar ao afastamento das funções e ao encaminhamento a programas a fim de evitar ou tratar a dependência química.

A iniciativa das empresas pretende prevenir acidentes e prejuízos em suas operações, além de reduzir licenças médicas, absenteísmo e problemas de saúde. Mas a medida também é controversa e suscita discussões jurídicas e éticas sobre o direito do empregador de investigar a vida privada de seus funcionários.

Não há dia programado para a realização dos testes toxicológicos dos funcionários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Qualquer um, do presidente ao mecânico da manutenção de trens, pode ser chamado para o recolhimento de amostra de urina, em qualquer dia normal de trabalho. A surpresa faz parte do jogo e é outra semelhança dos testes toxicológicos nas empresas com os exames antidoping das competições esportivas. Torneios de futebol, por exemplo, costumam definir por sorteio quais atletas serão examinados em cada partida.

E assim é na estatal responsável pelo sistema de trens da Região Metropolitana de São Paulo, que desde 2004 realiza os testes. Há um sorteio que determina quais colaboradores serão testados e também há dias em que a equipe médica chega de surpresa para colher amostras de um setor inteiro, procedimento feito principalmente nas áreas ligadas à segurança de tráfego da companhia.

O segredo sobre os testes diz respeito apenas a sua data. O trabalhador não sabe exatamente quando vai ser testado, mas sabe que vai ser submetido ao exame. Isso porque, na CPTM e nas demais empresas que adotam a medida, o colaborador precisa assinar um documento confirmando seu consentimento em participar da testagem. “O trabalhador tem de voluntaria­mente, por livre e espontânea vontade di­zer que quer participar do programa”, adverte Anthony Wong, diretor médico do Maxilabor, de São Paulo.

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